Pais de meia da seleção nigeriana eram cristãos perseguidos

Na tarde desta terça-feira, a Nigéria entrou em campo contra a Argentina, e somente a vitória poderia garantir uma vaga nas oitavas de final. No entanto, a seleção de Messi venceu o jogo por 2×1. A estrela da seleção nigeriana, Victor Moses, que joga como meia, é natural de Kaduna, capital do estado de Kaduna, região marcada por hostilidade religiosa entre muçulmanos e cristãos.

O jogador tem uma história de vida interessante como filho de cristãos perseguidos. Seu pai era pastor, o que garantia à família certa estabilidade econômica. Em 2000, durante um conflito entre os dois grupos religiosos, seus pais, Austine e Josephine, foram assassinados na própria casa. Uma das causas do conflito foi a introdução da lei sharia (conjunto de leis islâmicas) no estado de Kaduna. Foram cinco semanas de atentado, com cerca de 5 mil mortos.

Quando perdeu os pais, Moses estava jogando, e recebeu a notícia através de um tio. Então ele teve que fugir para a Inglaterra, onde foi recebido por uma família de Londres e passou a viver como refugiados. Não muito tempo depois, começou a jogar profissionalmente, passando por vários times ingleses.

Hoje, aos 27 anos, ele joga no Chelsea e disputa pela segunda vez a Copa do Mundo pela seleção da Nigéria. Os conflitos na Nigéria continuam, com ataques quase diários. O mais recente ocorreu no último fim de semana, matando muitos cristãos. Ore pelos cristãos perseguidos da Nigéria, país que ocupa a 14ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2018.

Fonte: Portas Abertas / com informações Jornal de Brasília